sexta-feira, 30 de julho de 2010

Eu tinha esquecido, enterrado no fundo para esquecer também a dor, passou um ano, passou dois. O tempo não cura, ele só esconde. Meu coração é um quarto cheio de coisas velhas, empoeiradas. Ele é o garoto que veio com uma paninho para tudo voltar ao que era, para lembrar, para machucar de novo talvez. Pra me mostrar que eu nunca vou poder controlar, eu sempre vou ser um erro, sempre vou ser a errante. Passou um ano, passou dois e eu continuo a garota de mente pequena da sétima série. Passou um ano, passou dois porém a dor, a dor não passou.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Talvez eu seja cruel, maldosa, tipo uma víbora. É uma opção, posso ser, posso não ser. Mas eu posso pedir pedir desculpas, podem ser verdadeiras, podem não ser. No fundo, eu gosto, eu gosto de ser dúvida, talvez um dia as pessoas se cansem e eu fique velha sozinha numa cadeira de balanço em uma varanda, é um risco que eu tenho que correr, é um risco que eu ADORO correr.



Talvez eu seja boa demais, inocente, tipo uma garotinha. É uma opção, posso ser, posso não ser. Mas eu posso reverter isso, pode funcionar, ou não. No fundo, eu gosto, eu gosto de ser previsivel, talvez um dia as pessoas se cansem e eu fique velha sozinha numa cadeira de balanço em uma varanda, é um risco que eu tenho que correr, é um risco que eu ADORO correr.

E TALVEZ, e talvez você não me conheça.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Cortei as garras, agora já sabem quem eu sou, domestiquei-me sem piedade, Sei agora qual o meu destino, conheço a morte das palavras e a morte dos sentimentos, passarei apenas a partilhar as folhas de papel em branco com quem me acolher e, com pena, me colocar uma trela, para que o meu instinto não se solte, outra vez.