sexta-feira, 30 de julho de 2010

Eu tinha esquecido, enterrado no fundo para esquecer também a dor, passou um ano, passou dois. O tempo não cura, ele só esconde. Meu coração é um quarto cheio de coisas velhas, empoeiradas. Ele é o garoto que veio com uma paninho para tudo voltar ao que era, para lembrar, para machucar de novo talvez. Pra me mostrar que eu nunca vou poder controlar, eu sempre vou ser um erro, sempre vou ser a errante. Passou um ano, passou dois e eu continuo a garota de mente pequena da sétima série. Passou um ano, passou dois porém a dor, a dor não passou.

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